segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Descompasso


Bateu algo diferente.
O coração descompassou em dó, ré, mi.... 
em mim... em mim...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Andarilhando


...e de vagarinho veio chegando, 
como quem não quer nada e também não tem nada para dar.
Compreendeu a grandeza de se dar as mãos... 
e cruzou seus dedos
Sentiu a paz de um abraço... 
e cruzou os braços
Mergulhou na magia de um olhar...
e teve seus olhos fechados


Na delicia de um beijo selou sua boca com palavras cada vez mais amargas e vis.
Na produtividade de um verdadeiro trabalho em grupo se distanciou de tudo.
E na magia da colaboração, do dialogo e do querer se perdeu em ilusões.


Acordou amargo.
Viveu triste... e morreu sozinho.
Seu espírito agora vaga a procura outros que como ele são insubstituíveis,
independentes, insuperáveis.... infelizes.
Oh orgulho, encontraste companhia?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Natureza Volátil


Após a era das luzes a cegueira permanece
A fome, a dor, a duvida permanece.


Evolução


Do nome ao código de barras
Da senzala à favelização
De carrasco a patrão
Da liberdade ao cadeado no portão


Assim a new África
Doura seus grilhões
Camufla conceitos
Pré-conceitos
Coisificam novas almas e
Dão alma às novas coisas


E saindo de nós
Vamos andando rumo ao esquecimento.

terça-feira, 9 de março de 2010

A Gota



A gota me caiu no olho e cegou meu coração.
O sorriso rasgou-me a alma e a palma da mão, nasci de novo!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dilacerado



Confusão mental
Turbulência
Caos
corpo em transe...


O coração dolorido
contorce a cada pulsar
o ar pesado
petrifica os pulmões


O sangue
gela as veias
O cérebro?
esse já não responde mais...
Já não existe


O corpo inerte
ouve impassível
ao grito lancinante
da alma em desespero


LIBERDADE!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Viva os Ratos

Viva os ratos! 
Por suas misérias, suas imundices e legitimidade
Viva os ratos! 
Por seus bigodes e caráter minúsculos 
Por seus dentes destruidores e suas patas vis 
Que na calma da noite corrompe as vísceras 
da cidade, espalham sua gula e dispersam 
seu asco por entre aqueles que se dizem 
os donos do mundo
Viva os homens, que quando ratos, são mais 
honrosos, com suas mentes brilhantes e seu 
caráter escravocrata, suas fomes infames 
e alma egoísta, miserável, minúscula. 
Viva os ratos! 

domingo, 21 de junho de 2009

O Trem



O trem segue adiante
Crianças,velhos, homens e mulheres
esperam a próxima estação
Estação da luz...
estação da cruz...
estar são
Suas fomes, suas cores e nomes, esperam
Corpos decreptos, almas dilaceradas
Esperam adormecidas. Alucinação, alienação, ação
Mais um dia
Um enterro, uma flor, uma dor, uma partida
Outra alma descansou
Valei-me oh Justiça!
Onde estás
Por que se esconde?
E o trem?
O trem
               segue
                                 adiante...