segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Coisas de Eternidade

“Constança, meu bem, Constança...”  Inconstante.
Assim a vida segue seu rumo
Constantemente surpreendente

Pela sua sabedoria e beleza em ser inconstante, imprevisível
Por mais que pensemos que tudo dará certo, nunca saberemos
Quais os caminhos essa certeza terá que percorrer
Nunca saberemos quantas lágrimas teremos que chorar
Quantos sorrisos distribuiremos
Quantos beijos guardaremos
Quantas luas se farão cheias
Quantos sois irão se por...

Inconstante
A certeza do logo mais, do nunca mais
Do adeus e do até logo... até sempre
Inconstante as juras de amor eterno, que sempre o são enquanto duram
Ou enquanto o alimentamos

Inconstante como a inocência da criança
A sabedoria dos idosos
O caminho que percorremos rumo à velhice sábia ou alienadamente sabida
À morte inevitável, o fardo da vida para alguns
A benção desta mesma vida para tantos outros

Aí está toda a beleza da existência
A leveza de todas as certezas
A sabedoria de todas as dúvidas
A sonoridade de todas as canções...

E por falar em canções...
Rememoro um passado eternamente presente 
Em pretérito e futuro
Em poesias e ilusões
Em você, 
E em mim

“Constança, meu bem, Constança..." 
IN
     CONS
                TAN
                         TE.

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