sábado, 21 de julho de 2012

A cura


Baixei a guarda e você chegou
Esqueci meu nome, minha fisionomia
O brilho no olhar era inevitável, indefinível
Meu mundo mudou, as cores ficaram mais vivas
Tudo ganhou gosto, sabor, vigor


Sentia o pulsar da vida, das horas e da paixão
Me entreguei e quase morri
De desejo, confiança, amor...
O caos virou calma, a dúvida, certeza
O medo, segurança, a mentira verdade...


Dói a incerteza da felicidade
Dói a insegurança da mentira
Dói mais ainda a tirania da verdade


Adoeci de amor
Enlouqueci de amor
Adormeci de amor
Anoiteci de amor...


Onde está a cura daquilo que me dói e me segura
Daquele que me rói, atormenta, acalenta, cala, sangra, alenta e conforta
Aonde está a cura?
Existe alguma além de você?

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