segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aquarela


Com o raiar da manhã o peito se abriu em um sorriso violeta
Os olhos dourados de desejo reluziram vontades e planos azuis
O dia seguiu o ritmo de um coração que pulsava bordô, vermelho e terra
Em um tic tac verde oliva de matar o branco de inveja

A tarde alaranjada levava salpicos de uma alegria rubra que deixava 
humores cinza manchados de amarelo, lilás e anil
Com a chegada da noite pérola, as despedidas calorosas emanavam 
saudades rosadas e fluorescentes 

O que ninguém percebeu é que no fundo daqueles olhos negros
Morava um homem cego

2 comentários:

  1. Marcando Presença... Primeiro de Muitos Comentários...

    Parabéns Nana, embora acredite que vc ainda tem que cantar tbm...rssssss

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  2. Me retorno a perceber as cores.
    Um tato visual. Parar o olhar.

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