sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Num banco de praça


Sentado num banco de praça 
Assiste a vida como quem assiste uma comédia americana
O velho jornal como companhia
Dá-lhe a certeza de que tudo caminha como se deve

O milho aos pombos
Alimenta-lhe a alma
Sorrindo sozinho
Faz piadas de si mesmo
Chora por suas mazelas
Gargalha de seus descaminhos

Sentado num banco de praça
Observa o curso da vida
Da vida dos outros
Da sua própria vida
Num retrato em preto e branco
Sente cheiros e cores de um passado que não passou

Sentado num banco de praça
Desistiu da dramática e melancólica comédia de sua vida
Guardou o jornal
Despediu-se dos pombos
Fechou os olhos
E deu fim ao capitulo desta vida

Um comentário: