quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A janela


Da janela vejo as cores de uma chuva que não vem
Ouço vozes, sinto cheiros de origens diversas
Rimo cores e sombras de devaneios sem medida
A janela me leva a lugares que jamais vivi

Da janela conheço mentes que nem nasceram
Recito livros que não escrevi
Decoro musicas que não ouvi
Na janela suicido coisas

Com a janela vou onde quiser
Flutuo em concreto e me afogo em ar
E pela janela do pensamento sigo sem pressa 
Sem destino e sem rumo certo pra chegar

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