Da janela vejo as cores de uma chuva que não vem
Ouço vozes, sinto cheiros de origens diversas
Rimo cores e sombras de devaneios sem medida
A janela me leva a lugares que jamais vivi
Da janela conheço mentes que nem nasceram
Recito livros que não escrevi
Decoro musicas que não ouvi
Na janela suicido coisas
Com a janela vou onde quiser
Flutuo em concreto e me afogo em ar
E pela janela do pensamento sigo sem pressa
Sem destino e sem rumo certo pra chegar
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