sexta-feira, 20 de julho de 2012

Luz dos olhos teus


Ouço a voz do silêncio cantando na noite iluminada
Em mim cantou boleros de saudades
Noutros tempos cantaria hinos de vontade
jingles de certezas, tangos de sedução 
e recitaria poemas de amor eterno


A luz da vela acesa ilumina a luz dos olhos 
que numa tormenta de desilusões se cansou de esperar
Vaga vazio e triste à sombra de outra vela 
que acaba de se apagar na luz dos olhos teus

Um comentário:

  1. Espetacular!

    "Vaga vazio e triste à sombra de outra vela
    que acaba de se apagar na luz dos olhos teus"
    Uma poesia forte e cheia de luz!

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